Mundial 2026: a despedida de Ronaldo e Messi

Está aí a febre do Mundial de 2026. O Campeonato começou a 11 de junho e arrasta consigo massas, adeptos fervorosos, negócios gigantescos de direitos televisivos e milhões de pessoas coladas ao écran durante 40 dias. Parece quase uma peregrinação e se não for, está lá perto. 



Nos tempos em que vivemos, e com Cristiano Ronaldo e Lionel Messi sempre nas bocas do Mundo, pelos bons e maus motivos, é bom lembrar que estamos perante a despedida mais que certa de duas estrelas planetárias. Se é certo que ambos chegam a este Mundial noutra fase da carreira, e longe do brilhantismo de outros tempos, não é menos verdade que a influência que têm dentro e fora de campo, é inigualável. 

Estamos, provavelmente, ante o fim de uma Era de Ouro e irrepetível na história do futebol. O tema sobre quem é o melhor do Mundo foi sempre alimentado mais fora do que dentro das quatro linhas, incluindo eles próprios que nunca se digladiaram por essas más línguas mediáticas, pelo contrário, procuram sempre um no outro a resiliência para fazerem o seu caminho e partilharem o mesmo palco. 

São os dois gigantes, não precisam de números, estatísticas nem bolas de outro que ditem qual dos dois é o melhor. E sabem-no melhor que nós. Messi chega a este Mundial detentor do título conquistado em 2022, no Qatar, e num dos Mundiais mais estranhos a que assisti. Porém eu, que sou portuguesa, mas tenho na Argentina uma paixão antiga, não escondo que gostava que Cristiano e a nossa seleção cumprissem o sonho de levantar o caneco a 19 de julho em Nova Jérsia, nos Estados Unidos. Não parece, à partida, que seja fácil, mas como Cristiano sempre soube ao longo de toda a sua vida, não há impossíveis quando queremos que aconteça, não é? Que o destino se cumpra! E que vença o melhor! Bom Mundial a todos!

Podcast/Opinião de 15 de junho de 2026, na Antena Livre. OUVIR

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