O caos instalou-se na estreia da classificação digital dos exames nacionais. Aquilo que parecia ser uma promessa vanguardista do Ministério da Educação transformou-se mais numa viagem à Idade Média.
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| Crédito da Foto: Magnific |
Falhas no acesso à plataforma, dificuldades técnicas e relatos de professores de Norte a Sul do País a garantirem atrasos na distribuição das credenciais de acesso às provas. Falamos de um processo que devia ser simples. Algo que, em 2026, tinha tudo para facilitar a vida a professores e alunos.
Mas, em Portugal, como já é hábito, tudo o que parece fácil, falha. Tudo o que devia ser eficaz, complica-se.
Para um Governo que “enche a boca” e discursos com a bandeira da simplificação e da desburocratização do Estado, falhar num processo destes demonstra uma incapacidade total e grave. Um processo que devia simplificar a correção, acabou, na prática, a atrasar todo o processo.
Os professores dizem que no formato em papel não há memória de qualquer atraso. Resta saber quem assumirá os custos e danos desta digitalização falhada que prejudica um sistema de ensino já frágil em tantas matérias. Porque já se percebeu que a tutela sacudirá, como sempre, essa responsabilidade das suas mãos.

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