«Quem está mal nas Forças Armadas enganou-se na farda». José Pedro Aguiar-Branco. Ministro da Defesa.
Platonismo Político
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1 de Fevereiro de 2012
Quem será o Rei?
Portugal precisa de uma monarquia. É esta a intenção maior do manifesto, hoje tornado público, e encabeçado por várias personalidades da vida social, cultural e política nacional, entre os quais está o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. Os subscritores rejeitam a «resignação» e afirmam que, perante «uma ameaça de perda de soberania» do país, «há alternativa». Platonismo só tem uma dúvida: quem será proposto para Rei?
Como é que é?
Respira, AC. Calma. Tu sabes que não podes perder a compostura. O Platonismo segura-te, vá. Mas ninguém me pode impedir de cortar os pulsos com mais um «falido» desta categoria!
31 de Janeiro de 2012
Abertura do ano judicial. Mais. Do mesmo.
Cansada da mesma 'lenga-lenga' anual quando chega a abertura oficial do ano judicial. A magistratura portuguesa a fingir que sabe o caminho nos discursos com mais de 30 anos - pelo caderno de encargos no campo das intenções - e este ano não foi excepção. Pelo menos, poupei-me e vi os resumos às oito da noite. Surpresa das surpresas? Marinho Pinto mudou a direcção da arma: desta feita, passou para o lado do poder político, na sua globalidade, e deixou a ministra Paula Teixeira da Cruz a descansar. E já agora, porque raio a nossa querida ministra se refere aos agentes da Justiça unicamente através da palavra 'forense'. Não tem mais sinónimos? Ou tem um contrato forense que a impede de dizer sempre a mesma expressão? Irra, que até nisto as novidades são sonsas.
P.S. - Nota para o apelo do Presidente «à contenção verbal» no sector. Não deveria o sr. Silva parar para conter ele próprio a sua linguagem? É que assim, Sr. Presidente, «não dá nem para as despesas»...
«Há magistrados e polícias a passar fome»
«Gastaram-se milhões mal gastos. A máquina da justiça é desperdício de falta de meios. Há muito boa gente disposta a lutar nos tribunais, mas não podemos ter magistrados, funcionários e polícias pés descalços e a passar fome». Maria José Morgado. Directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa.
Má Despesa Pública. A nu.
Se há coisa que aprecio é trabalho, mesmo que nos tempos livres, e a forma honesta de explicar às pessoas a realidade em que vivem. Coisa simples, mas que nem os responsáveis políticos nem os media têm sabido fazer da melhor forma. Visitem o Má Despesa Pública. Vão perceber porquê. E, já agora, parabéns aos autores.
30 de Janeiro de 2012
Acordar fantasmas, é preciso!
Chama-se GAC - Grupo de Acção Cultural. Nasceu no período revolucionário em Portugal, após o 25 de Abril de 1974. Politicamente? Comunistas de extrema-esquerda.Assumidos. O seu maior sucesso foi o disco «Pois Canté», de 1976, que fez história no seu tempo e influenciou musicalmente muita gente que veio depois, para a via da música tradicional feita em meio urbano. Trinta anos depois, as letras conservam toda a dureza do período revolucionário, que foi um libertar de energias depois de quase 50 anos de ditadura. Ofereceram-me, há dias o livro da génese GAC, e os quatro CD's que mostram o melhor que se fizeram. No ano em que se comemoram os 30 anos que passam sobre a morte de Adriano Correia de Oliveira e os 25 anos sobre a morte de Zeca Afonso, o GAC merece a homenagem. Para muitos, tenho a certeza que é novidade. E vivemos tempos em que é preciso acordar fantasmas de carácter, de moralidade e de princípios.
A benção.
«Se amas e és amado, és o cabrão mais abençoado do Mundo. Amén». As verdades são para ser ditas, Pedro C. Freitas! ;-) *ac@bencao*
40 anos de 'Domingo Sangrento'.
Porque há Domingos sangrentos que nos marcam as memórias. Da História. Das vidas. Dos países. O 'Domingo Sangrento' corre hoje também nas memórias da AC. Corria o dia 30 de Janeiro de 1972. Faz hoje 40 anos. E o sangue correu em Londonderry.
A vergonha tem um nome: FNAC.
A vergonha nacional acaba de assumir mais um rosto. Chama-se FNAC e está a levar a cabo uma campanha vergonhosa.
Serra do Marão e Rio Ovelha.
O Ciclo Cultural da UTAD propõe ao público académico e à comunidade em geral uma exposição fotográfica da autoria de António Figueiredo e Paulo Teixeira, constituída por 12 fotografias digitais a cores, que conta «uma história da Serra do Marão e do Rio Ovelha». Trata-se de fotografia paisagística de uma beleza natural e quase virgem de uma serra e do seu rio. De 1 a 14 de Fevereiro para ver no espaço-galeria do Ciclo Cultural - Complexo Pedagógico da UTAD.
O silêncio às vezes ajudava...
O Primeiro-Ministro anda a falar demais. E o mesmo, de sempre. Às vezes, o silêncio, vale mais que as palavras gastas.
«Desamparem a loja», diz Marcelo.
«Desamparem a loja. Calem-se». Foi desta forma que Marcelo, conselheiro de Estado, classificou as opiniões dos cavaquistas anónimos que vieram ontem, no Público, lançar a suspeita de haver uma guerra entre Belém e São Bento. Professor? Olhe o nível da linguagem...
29 de Janeiro de 2012
A solidão maltratada.
É notório o grito da comunicação social na semana em que duas idosas foram encontradas mortas em casa, em Lisboa. Hoje, nos jornais da hora de jantar, todas as televisões, abriram os noticiários com esta realidade que, há anos, faz parte do retrato do abandono dos nossos velhos. Também a comunicação social é culpada pela negligência. Os gritos deviam soar todas as semanas e não apenas quando a mediatização é mais forte. Porque a solidão, a morte sem aparo e a forma indigna como terminam muitas vidas tem de estar acima da agenda dos Governos, da agenda dos media e da agenda das prioridades que não o são. Choca-me esta realidade há anos. Mas, por mais que alerte para ela, tudo voltará ao mesmo. O assunto cairá no esquecimento. Até que mais uma morte chegue e dê para aumentar a grelha das audiências.
P.S. - Saiam dos grandes centros e vão ao Interior. Vejam o que é solidão e abandono.
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