O lixo, a greve e a falta de firmeza de um autarca.

A Direcção-geral da Saúde emitiu este fim-de-semana um comunicado, recomendando aos lisboetas que evitem depositar o lixo na rua durante a greve dos trabalhadores de limpeza da Câmara de Lisboa para prevenir situações de «insalubridade e minimizar o impacto na saúde pública», lê-se no documento que chegou ao meu email. A greve dura até 5 de Janeiro, mas o edil lisboeta já avisou que os efeitos da mesma durarão até dia 10. Eu só tenho uma coisa a dizer: até quando têm os restantes cidadãos de sofrer as consequências de greves deste género? O direito à greve está previsto constitucionalmente, e respeito-o, e apoio-o. Mas será que esse mesmo direito não pode ser exercido mantendo a vida em sociedade viável? António Costa mostrou, neste episódio, por que razão não teve coragem de avançar no partido a que pertence: falta-lhe firmeza e coragem. Ameaçou contratar uma empresa privada para garantir os serviços em causa, mas até ao momento, recuou. O medo é contrário aos líderes de mão firme. A História sempre o provou, e Costa também o comprova à medida que o seu tempo político prossegue. 

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