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À descoberta dos sabores conventuais que adoçam a cidade da Ria

Ovos-moles, castanhas de ovos, bolo-rei ou o morgado do Buçaco. Estes são apenas alguns dos doces conventuais produzidos pela padaria e pastelaria «Flor de Aveiro», na cidade da Ria. O responsável Pedro Santos refere que «é fundamental manter a qualidade das matérias-primas e criar sabores com identidade». «Só assim temos a garantia de que a tradição secular doceira se mantém fiel às origens», considera.

Texto e Fotos: Ana Clara
A empresa de Pedro Santos, que abraçou o projeto há 18 anos, produz «essencialmente doces conventuais e tradicionais da região de Aveiro». 
Ovos-moles, castanhas de ovos, bolo-rei ou o morgado do Buçaco são algumas das delícias conventuais produzidas na casa. 

«O sucesso do nosso negócio incide unicamente num ponto: a qualidade das matérias-primas que utilizamos. Tudo produtos nacionais e fiéis às receitas originais», salienta, acrescentando que «só assim é possível ter um produto de excelência».

Prova disso, revela Pedro Santos, é o reconhecimento que os seus doces têm tido nos últimos anos.
O responsável considera importante «manter as tradições gastronómicas locais» e considera «ser fundamental para manter as raízes intactas».

«Além disso, é uma mais-valia para a economia regional, já que está provado que a gastronomia é um fator muito importante de atração turística», afirma.
Pedro Santos fala ainda da crise económica referindo que esta «não tem sido muito sentida no negócio» e explica porquê: «tivemos que dar a volta por cima, apostar na qualidade. Percebemos que com isso a crise económica que o país atravessa é, muitas vezes, psicológica. Se lutarmos por ter produtos com selo de qualidade, vencemos. Com muito sacrifício, mas é possível».
Para já a empresa dedica-se à venda de doces conventuais na loja que tem na Rua de São Bernardo, na cidade de Aveiro, e onde tem igualmente uma valência de padaria.
O escoamento do produto, além das fronteiras regionais, estende-se, para já ao canal de distribuição nacional, fazendo chegar a todo o país os ovos-moles e as castanhas de ovos.
Quanto à exportação, a Flor de Aveiro, está neste momento a trabalhar numa «estratégia de negócio que permita começar a exportar, o mais brevemente possível, para toda a Europa».

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